INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO NO CONTEXTO COOPERATIVISTA

Inovação e Desenvolvimento Tecnológico no Contexto Cooperativista

A premissa do projeto é a de que as organizações que inovam ganham mercados novos e ampliam a sua participação naqueles em que já atuam. Neste processo, firmas que não avançam em inovação ficam ultrapassadas e tendem a desaparecer (SCHUMPETER, 1982). Assim, o objetivo da pesquisa é compreender como as cooperativas podem dinamizar sua mudança tecnológica para se tornarem mais inovadoras com vistas a ampliarem mercados e acessarem outros novos. Nesta perspectiva, os objetivos específicos são: primeiro, diagnosticar os obstáculos enfrentados pelas cooperativas agropecuárias para acessarem e disseminarem tecnologias advindas das organizações fornecedoras de materiais cuja origem são pesquisas científicas e tecnológicas; segundo, verificar como políticas governamentais já existentes podem auxiliar o fortalecimento da competitividade das cooperativas via inovação tecnológico; terceiro, modelar o papel do sistema representativo das cooperativistas do RS enquanto agente facilitador das relações das cooperativas no sistema de inovação. No primeiro ano da pesquisa verificou-se como está ocorrendo a interação das cooperativas com as universidades. Desta forma, a pesquisa contextualizou o acesso às tecnologias pelas cooperativas, com foco na aquisição de sementes certificadas cuja cultivar advém tanto de instituições tanto públicas quanto privadas. Concluiu-se que as organizações privadas fornecem tecnologias agropecuários através do mercado de forma eficiente e visando lucros. Já as instituições públicas interagem com as cooperativas motivadas pelo desejo de contribuírem com o desenvolvimento e, assim, a intensificação da relação entre cooperativa e instituições tecnológicas públicas levaria a um ganho privado e social ótimo. Já o segundo ano da pesquisa voltou-se para o estudo das políticas de inovação e seu acesso pelas cooperativas. Nesse sentido, um dos objetivos foi elucidar as práticas realizadas pelas cooperativas agropecuárias quanto à gestão contábil e gerencial vinculada ao incentivo fiscal à inovação (IFI). Além disso, outro objetivo foi o de investigar a relação entre o regime tributário das cooperativas e o acesso ao Incentivo Fiscal à Inovação. Como resultado, evidenciou-se quais procedimentos relacionados à gestão contábil, administrativa e gerencial são necessários para que as cooperativas acessem o Incentivo Fiscal à Inovação. Também inferiu-se que os dispositivos que normatizam o incentivo fiscal à inovação estão desarmonizados com as regulamentações tributárias que regem as cooperativas. Por último, o terceiro ano da pesquisa está foco em medir as consequências que as inovações têm para os resultados socioeconômicos das cooperativas.