Escoop leva educação cooperativista à Semana de Competitividade
Participação no evento do Sistema OCB reforçou o papel da Escola na formação de pessoas e na construção do futuro do cooperativismo.
Preservar a história, fortalecer a identidade e preparar novas gerações são desafios que caminham juntos quando o assunto é o futuro do cooperativismo. Foi com esse olhar que a Escoop participou da Semana de Competitividade 2026, promovida pelo Sistema OCB, em Brasília. O encontro reuniu aproximadamente 800 pessoas de diferentes estados e cooperativas e colocou a educação cooperativista no centro de discussões sobre cultura, pertencimento, sucessão e continuidade do movimento.
Realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, a Semana de Competitividade reuniu palestras, painéis, ativações e momentos de troca entre diferentes gerações do cooperativismo. Para a Escoop, a programação também foi uma oportunidade de compartilhar conhecimento, ampliar conexões e apresentar a atuação da Escola a cooperativas e unidades estaduais de diferentes regiões do país.
Educação ajuda a cultivar a cultura cooperativista
Entre os principais debates do evento esteve a relação entre educação e identidade. Afinal, à medida que as cooperativas crescem e novas gerações passam a fazer parte de suas estruturas, manter vivos os valores que diferenciam o modelo cooperativista exige formação e participação.
Essa foi uma das perspectivas apresentadas pelo diretor geral da Escoop, José Máximo Daronco durante a palestra “Educação Cooperativista do Quadro Social”. A apresentação destacou que a educação é fundamental para preservar a identidade cooperativista à medida que as organizações crescem. “Quanto maior a cooperativa, mais intencional precisa ser a construção de sua cultura”, pontuou.
A discussão mostrou que a formação não se limita à transmissão de conhecimentos sobre princípios e valores. Ela também contribui para criar pertencimento e aproximar as pessoas da realidade das cooperativas, fazendo com que a cultura seja percebida nas relações, nas decisões e nas experiências do dia a dia.
A abordagem esteve alinhada ao propósito central da Semana: refletir sobre como preservar aquilo que foi construído ao longo da trajetória do movimento, sem deixar de criar caminhos para responder aos desafios que estão por vir.
Professora da Escoop integra livro sobre cultura cooperativista
A participação da Escoop também ganhou destaque no lançamento do livro Raízes e Fundamentos do Cooperativismo, realizado pelo Sistema OCB durante a Semana de Competitividade. A obra reúne conteúdos que percorrem as bases teóricas do cooperativismo, a história do movimento e a formação da cultura cooperativista nas organizações.
A publicação integra o projeto voltado à valorização da cultura e da identidade cooperativista e busca aproximar esse conhecimento de diferentes públicos. A professora da Escoop, Cinara Neumann Alves, participou da construção do livro e destacou a importância de ter representado a Escola e o Sistema em um projeto desenvolvido de forma coletiva.
“Foi um trabalho realizado a muitas mãos. É um livro que traz desde as teorias cooperativistas até a história do movimento cooperativista, mostrando como a cultura se constitui e como podemos fomentar e criar mais ainda a cultura cooperativista nas organizações”, explicou. O lançamento reforçou que conhecer as raízes do cooperativismo é uma forma de compreender sua identidade e criar referências para as próximas gerações.
O que o passado ensina sobre o futuro
Para Arthur Gehrke Martins, analista técnico da Escoop, a Semana evidenciou a importância de reconhecer a trajetória construída por pioneiros e diferentes gerações do movimento cooperativista. Na avaliação do analista, preservar a memória não significa reproduzir o passado, mas utilizá-lo como referência para pensar os novos desafios.
“Ficou bastante evidente a relevância do debate acerca de se manter vivo o legado, a história e a identidade cooperativista, valorizando os feitos realizados pelos antepassados, pelos pioneiros e por aqueles que construíram a história do cooperativismo e das cooperativas”, afirmou.
Essa perspectiva também apareceu na palestra de Máximo. Segundo Arthur, a discussão mostrou como a formação pode contribuir diretamente para preparar o cooperativismo para os próximos anos. “Foi mencionada a estratégia de se preparar para o futuro do cooperativismo por meio da educação cooperativista, valorizando aquilo que difere as cooperativas das demais instituições, sua identidade, seu passado e o legado construído para se pensar o futuro e os desafios que se apresentam”, destacou.
Cultura se constrói nas experiências
Ao longo da Semana de Competitividade, diferentes discussões apontaram que a cultura cooperativista não existe apenas nos documentos ou no conhecimento dos princípios. Ela se manifesta na forma como as pessoas participam, se relacionam e tomam decisões dentro das organizações. Por isso, fortalecer essa cultura depende de experiências que aproximem cooperados, colaboradores e lideranças da identidade cooperativista.
A educação tem papel importante nesse processo ao criar espaços de aprendizagem, troca e reflexão. Essa construção também passa pela sucessão e pela convivência entre gerações. Preparar novas lideranças significa criar oportunidades para que diferentes pessoas conheçam a realidade das cooperativas, participem de decisões e desenvolvam competências para assumir responsabilidades no futuro.